Além do aumento da demanda de banda larga, os provedores do Centro Oeste estão migrando de tecnologias de rádio para fibra óptica, o que abre um leque de possibilidades de negócios para os players de redes.

Dada a disparidade populacional no Centro Oeste – com poucas cidades acumulando muitos habitantes e muitas outras com poucas pessoas por k² – a região tem se demonstrado cenário propício para o avanço dos provedores regionais. Primeiro porque as grandes oportunidades estão onde as grandes operadoras de telefonia não atendem. E depois porque a alta demanda gera concorrência, e a concorrência impulsiona a adoção de tecnologias melhores.

Isso ocorre desde 2015, quando apenas 2% dos acessos à banda larga promovidos por provedores regionais eram feitos por rede de fibra óptica na região. No ano seguinte, esse número dobrou, e a expectativa é que tenha ocorrido crescimento semelhante em 2017, ano sobre o qual a Anatel ainda não consolidou os dados.

O setor de telecomunicações está atento ao movimento positivo da região e mostra disso é o evento Abrint na Estrada, já datado para abril de 2018, quando mais de 200 provedores regionais devem reunir-se em Goiânia. “Há dois direcionamentos extremamente positivos no Centro Oeste. O primeiro é o aumento da demanda por banda larga, o que fez, por exemplo, 117 e 85 empresas tirarem licença SCM para prover banda larga na região em 2015 e 2016, respectivamente”, diz Rafael Martins, Coordenador Comercial da Redex Telecom, com base em números da Anatel.

O segundo bom aspecto elencado pelo especialista é a migração de redes de rádio para fibra óptica na última milha (FTTx). Isso, segundo ele, é decorrente da competividade, que o mercado aquecido começa a empregar na região. “As redes em fibra óptica oferecem uma infinidade de diferenciais competitivos para os provedores de internet, e isso gera valor dentro de um mercado competitivo e no qual o assinante está mais exigente”, salienta ele.

Na vanguarda
Com base nessa leitura de mercado, a Redex formatou duas parcerias para atender provedores na região. Em Goiás, a Nova Teleco representa a Redex desde o ano passado. No Tocantins, a BR Distribuidora acaba de fechar parceria com a empresa, passando a representa-la desde o primeiro dia de fevereiro.

“Junto aos distribuidores, a Redex está investindo R$ 2,5 milhões em estoque e disponibilidade técnica. A nossa estratégia é levar aos provedores regionais do Centro Oeste as tecnologias de ponta mais importantes para fusão e certificação de rede de fibra óptica”, diz Martins.

Entre os equipamentos disponibilizados para a região ele destaca as máquinas de fusão, OTDRs e splitters ópticos. “Em breve iremos agregar caixas de terminação óptica (CTOs) também”, completa ele.

Para o segundo semestre, a empresa organiza um Road Show, a ser realizado na sede da BR Distribuidora em Palmas (TO). “Enquanto isso, estamos atuando fortemente no mercado de fibra óptica desses estados para demonstrar todo o nosso potencial técnico. Inclusive a agilidade de atendimento no pós-venda, no qual garantimos devolver reparados os equipamentos dos nossos clientes em até 72 horas”, conclui Martins.

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